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Carreira

Mercado de TI ainda sofre com falta de mão-de-obra especializada

De acordo com especialistas,o maior gargalo está na demanda por especialistas em sistemas integrados de gestão e desenvolvedores nas linguagens de programação Java e .Net

Andrea Giardino, editora-assistente do COMPUTERWORLD

Publicada em 19 de maio de 2009 às 09h15

Diferentemente de segmentos como o financeiro e automobilístico, que, além de demitir, congelaram postos de trabalho, sobram vagas no mercado de TI. Essa realidade reflete a falta de profissionais qualificados,  sobretudo, com perfis de nível técnico e para média gerência.

Segundo Robert Andrade, consultor da empresa de recrutamento Robert Half, a maior busca é por especialistas em sistemas integrados de gestão e desenvolvedores nas linguagens de programação Java e .Net. “O ‘gap’ é tamanho que muitos chegam a receber duas propostas por mês para mudar de emprego”, revela.

Isso, na opinião de Andrade, deve ser visto com cautela. “Não é bom o profissional ficar trocando de lugar, como se troca de roupa”, aconselha.  Ele afirma que para tirar um profissional de outra empresa, as companhias oferecem salários entre 15% e 25% maiores. Ou seja, mantêm a média de quando o mercado está aquecido.

Mas aqueles bônus para lá de polpudos são coisa do passado. Embora as grandes empresas continuem com suas políticas de remuneração variável como recompensa ao desempenho individual, o consultor explica que a maioria está redesenhando suas estratégias.

Outro aspecto que tem gerado boas perspectivas é a entrada de multinacionais de tecnologia no País, a exemplo da Infosys. Para Matilde Berna, diretora de transição de carreira da Right Management, consultoria especializada na recolocação de executivos, novas contratações devem ser feitas, aquecendo ainda mais o setor. “Procura-se analistas, consultores e gerentes”, diz

No entanto, se por um lado a demanda é grande, por outro há uma retração na oferta de profissionais. “Temos um dado interessante que mostra uma queda de 11% na busca por cursos universitários ligados a informática e tecnologia”. Cenário que leva a um número de recém-formados menor do que o mercado precisa, avalia Matilde.

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4 comentário(s)
Certificações
Tatiana - 01 Jun 2009, 21h43
Não é bem assim
Nildo - 20 Mai 2009, 17h22
Será ?
Horst - 19 Mai 2009, 11h32
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