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Carreira

Ganhe credibilidade ao desenvolver redes sociais corporativas

Ao provar que os benefícios das ferramentas de web 2.0 podem ser atingidos sem grandes investimentos, o CIO passa a ser visto pelo board como um executivo com capacidades que excedem as fronteiras tradicionais da TI

Patrícia Lisboa, repórter CIO Brasil

Publicada em 17 de abril de 2009 às 16h48

Forma de estabelecer comunicação com o os públicos interno e externo, as redes sociais podem virar grandes oportunidades para os gestores de TI mostrarem flexibilidade, foco no negócio e comprometimento com a empresa.

Para o gerente-sênior de TI da PriceWaterhouseCoopers no Brasil, Norberto Tomasini, ao liderar projetos relacionados a mídias colaborativas e provar que seus benefícios podem ser atingidos sem grandes investimentos, o CIO ganha credibilidade dentro da companhia. “Ferramentas colaborativas não requerem novas tecnologias e trazem resultados efetivos e de curto prazo às organizações, que passarão a enxergar o gestor não mais como um executivo de TI, e sim como profissional com capacidades holísticas, que extrapolam as fronteiras de departamento”, afirma o especialista.

O processo de aprovação de um projeto desse tipo, no entanto, pode não ser muito simples, mas precisa virar algo urgente na agenda do CIO. De acordo com Tomasini, o gestor que quiser ser lembrado como inovador – e não apenas seguidor de tendências – deve trazer para a si a responsabilidade da entrada da companhia na “onda” das redes sociais o mais rápido possível.

Antes de apresentas as idéias ao board, o ideal é que os CIOs já tenham realizado um pequeno projeto piloto de web 2.0 em seu segmento, utilizando o orçamento alocado à TI. Com os resultados da iniciativa, o profissional consegue chegar ao alto comando corporativo e apresentar um case interno de sucesso.

“O pequeno budget e o curto espaço de tempo em que o líder de TI desenvolveu o teste em seu departamento mostrará como as ferramentas colaborativas são capazes de gerar resultados imediatos e sem grandes investimentos”, diz o consultor, ao explicar que essas são características especialmente apreciadas pelos altos diretores no momento de liberação de projetos.

Depois dessa fase, e já com a aprovação da iniciativa, o CIO deve apresentar a idéia às outras áreas de negócio, estruturando dados e estratégias específicas para a utilização das ferramentas em cada segmento. “Essa parte do processo exige que o diretor de TI tenha bom relacionamento com seus pares, uma vez que depende muito da opinião pessoal dos outros executivos em um primeiro momento”, alerta Tomasini.

Com a adesão do projeto, o líder poderá contar com a experiência (e também os créditos) de ter desenvolvido um programa corporativo que trouxe altos resultados à empresa.

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