Forma de estabelecer comunicação com o os públicos interno e externo, as redes sociais podem virar grandes oportunidades para os gestores de TI mostrarem flexibilidade, foco no negócio e comprometimento com a empresa.
Para o gerente-sênior de TI da PriceWaterhouseCoopers no Brasil, Norberto Tomasini, ao liderar projetos relacionados a mídias colaborativas e provar que seus benefícios podem ser atingidos sem grandes investimentos, o CIO ganha credibilidade dentro da companhia. “Ferramentas colaborativas não requerem novas tecnologias e trazem resultados efetivos e de curto prazo às organizações, que passarão a enxergar o gestor não mais como um executivo de TI, e sim como profissional com capacidades holísticas, que extrapolam as fronteiras de departamento”, afirma o especialista.
O processo de aprovação de um projeto desse tipo, no entanto, pode não ser muito simples, mas precisa virar algo urgente na agenda do CIO. De acordo com Tomasini, o gestor que quiser ser lembrado como inovador – e não apenas seguidor de tendências – deve trazer para a si a responsabilidade da entrada da companhia na “onda” das redes sociais o mais rápido possível.
Antes de apresentas as idéias ao board, o ideal é que os CIOs já tenham realizado um pequeno projeto piloto de web 2.0 em seu segmento, utilizando o orçamento alocado à TI. Com os resultados da iniciativa, o profissional consegue chegar ao alto comando corporativo e apresentar um case interno de sucesso.
“O pequeno budget e o curto espaço de tempo em que o líder de TI desenvolveu o teste em seu departamento mostrará como as ferramentas colaborativas são capazes de gerar resultados imediatos e sem grandes investimentos”, diz o consultor, ao explicar que essas são características especialmente apreciadas pelos altos diretores no momento de liberação de projetos.
Depois dessa fase, e já com a aprovação da iniciativa, o CIO deve apresentar a idéia às outras áreas de negócio, estruturando dados e estratégias específicas para a utilização das ferramentas em cada segmento. “Essa parte do processo exige que o diretor de TI tenha bom relacionamento com seus pares, uma vez que depende muito da opinião pessoal dos outros executivos em um primeiro momento”, alerta Tomasini.
Com a adesão do projeto, o líder poderá contar com a experiência (e também os créditos) de ter desenvolvido um programa corporativo que trouxe altos resultados à empresa.
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