
A liderança de TI vem recebendo a atenção que deveria? Os CIOs têm sido pressionados a funcionar como profissionais cada vez mais influentes para o sucesso dos negócios. Mas isso nem sempre é reconhecido dentro das corporações. Ao contrário, estudos realizados pela Capgemini e a empresa de recrutamento Harvey Nash apontam que os líderes de TI vêm perdendo o poder de influência nas organizações.
Como os CIOs podem reverter essa situação? Movidos por esse paradoxo, nós fomos mais a fundo nos resultados de uma pesquisa intitulada “Expandindo o Mandato do CIO”, criada por Michael Earl e Philip Vivien. Os especialistas identificaram os desafios dos novos líderes de TI e definiram as características desse profissional no futuro. Boa parte das mudanças está relacionada ao perfil dos profissionais, os quais devem deixar de ter um foco predominantemente em tecnologia para contribuir com uma transformação das organizações. E, a partir desses dados, ouvimos alguns dos novos líderes de TI para definir como isso funciona, na prática.
No levantamento, trabalhamos com CIOs que expandiram suas atribuições e descobrimos dois interessantes e inesperados padrões: eles apresentam um leque bastante grande de atribuições em comum – a maior parte delas pouco usual para os profissionais de TI – e, além disso, todos seguem uma similar, mas atípica, carreira.
Para mostrar só um dos atributos comuns a esses executivos, entre as características dos CIOs que conseguiram ampliar seu escopo de atuação está a ousadia. Por conta disso, os profissionais estão em constante busca por novos desafios e, como reflexo direto disso, boa parte dos executivos não segue uma rota tradicional de carreira na área de TI. Assim, muitos já passaram por gerências de negócio fora de tecnologia.
Agilidade para aprender
Esse comportamento comum aos CIOs é mais do que uma extraordinária coincidência? Sim. As teorias e estudos sobre liderança apontam a inteligência emocional e a capacidade de aprender rápido como atributos essenciais ao sucesso de qualquer profissional.
No caso dos CIOs, o que salta aos olhos é a necessidade de aprender rápido. Na prática, isso significa que os profissionais precisam ser ágeis para implementar mudanças de acordo com a situação. Como Warren G. Bennis e Robert J. Thomas explicam no livro Geeks e Geezers: “A habilidade para processar novas experiências, para descobrir o que elas representam e integrar isso ao cotidiano é a assinatura que define o conhecimento dos líderes.”
E o caminho para desenvolver essa agilidade para aprender é praticando. E o espírito audacioso dos CIOs que entrevistamos favorece esse tipo de situação.
A oportunidade para desenvolver essa habilidade de aprender rápido depende de como a TI é vista na organização. Trata-se de um provedor de serviços confiáveis? Ou a TI funciona mais como um parceiro que mostra os caminhos para usar a tecnologia a favor da inovação e da transformação?
Para melhorar suas aspirações, uma mudança necessária passa pela forma de desenvolver essa agilidade de aprendizado. Nesse sentido, é necessário definir objetivos a ser alcançados, com o intuito de buscar novos desafios e testar a capacidade de liderança. Isso significa colocar a determinação e a ambição acima da experiência e do conhecimento já adquirido. O que representa ter coragem o suficiente para aceitar os desafios mais arriscados em vez de buscar o velho caminho do sucesso.
Outro fator de sucesso para o desenvolvimento dos líderes de TI é encorajar e permitir a troca de experiências com outras unidades de negócio da companhia. Finalmente, isso representa promover a Tecnologia da Informação como uma unidade com talentos que podem ser explorados para melhorar o negócio.
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