Publicidade

Carreira

Riscos que o profissional de TI assume ao contratar uma agência de empregos

Conheça as experiências de executivos que usaram empresas de recrutamento para buscar um novo emprego e descubra os problemas enfrentados por eles.

Meridith Levinson, CIO

Publicada em 17 de dezembro de 2008 às 16h43

Consideradas, cada vez mais, como um bom caminho para quem busca uma nova oportunidade de emprego, as agências ou consultorias que atuam na recolocação profissional têm crescido no mercado de TI. Entre as facilidades prometidas por esse tipo de empresa está a de, a partir do perfil do candidato, garantir o contato com potenciais empregadores.

Na área de TI, os profissionais concordam que trabalhar com uma empresa de recolocação pode ser bastante efetivos. Contudo, na prática, algumas pessoas têm enfrentado problemas com esse tipo de serviço, em especial, pela dificuldade de encaixar o perfil e as capacidades dos profissionais que atuam no segmento de tecnologia da informação com as vagas de trabalho disponíveis.

"Temos de ser muito, muito cuidados, os quando trabalhamos com empresa de recrutamento", afirma Walter Poe, um engenheiro de sistemas  da The Timken Co. (fabricante de peças para diversas indústrias), que já conseguiu contratos temporários e vagas de emprego, a partir de companhias de recolocação. "Alguns players estão mais preocupados em quantidade do que em qualidade. Mas você deve priorizar as consultorias que investem em você, bem como estão dispostas a prepará-lo", complementa Poe.

Veja a seguir os conselhos de profissionais de TI que já trabalharam com empresas de recolocação e descubra que tipo de problema pode acontecer no processo.

Não existe um limite de tempo

Quando Mary Reymer mudou de Phoenix, no Arizona, para a Costa Oeste dos Estados Unidos, no verão de 2005, ele contactou diversas empresas de recrutamento para buscar um emprego. Mas só recebeu a indicação de uma vaga quase dois anos depois.

"Eu estava procurando uma posição como administrador de redes ou de sistemas, e eles me indicaram uma vaga de suporte a PCs", conta Reymer. Ele afirma que acabou aceitando o emprego - apesar de ser super capacitado para ele - porque precisava de dinheiro e porque o empregador estava disposto a pagar mais do que a média de mercado.

Quando o contrato temporário de Reymer acabou, no final de 2007, ele afirma que a empresa de recrutamento fez muito pouco para recolocá-lo em um novo emprego.

Falta de alinhamento do perfil à vaga

Ao contrário de Reymer, que estava super qualificado para sua vaga, em muitos casos, as empresas de recrutamento acabam indicando para os profissionais oportunidades para as quais eles não têm as competências necessárias, com o objetivo de iniciar o processo - e assim, começar a cobrar do cliente.

Com a experiência de quem já passou por esse tipo de situação, John Bojonny, gerente de planejamento na área de continuidade de negócios da AIG, aconselha: "O profissional precisa deixar claro para a empresa (de recrutamento) que ele não está confortável com a situação".

Oportunidades desperdiçadas

Outra situação comum e que pode ser prejudicial para os profissionais é quando a empresa de recrutamento decide tirá-lo de um processo já em andamento para colocá-lo em outro, que acene com melhores possibilidades de ganhos financeiros.

Além de, muitas vezes, a empresa não ter coragem de contar a verdadeira razão para indicar outra oportunidade, nem sempre os contratos que prometem mais dinheiro para a companhia de recrutamento são mais vantajosos para os profissionais. "O contratante pode requerer horas extras ou trabalho de final de semana", exemplifica Bojonny.


TI em Foco

Ferramentas Analíticas

As informações não param de chegar. Como tomar as melhores decisões?

Clique para assistir CIO IBM
Reportagens mais lidas

Acesse a comunidade da CIO

LinkedIn
A partir da comunidade no LinkedIn, a CIO promove a troca de informações entre os líderes de TI. Acesse aqui