A turbulência econômica mundial - gerada pela crise financeira - aumentou a preocupação dos profissionais em relação à estabilidade no emprego. Assim, mesmo os executivos que atuam em corporações com excelente desempenho estão atentos ao movimento do mercado e sabem que, caso a crise se agrave, podem ser vítimas dos processos de reestruturação e de demissões.
Nesse momento, um executivo com anos de casa acaba se encontrando na difícil situação de procurar emprego. Mas algumas providências simples podem ajudar a acelerar o retorno ao mercado de trabalho e evitar a perda de boas vagas.
Abaixo, veja quatro dicas que podem facilitar o processo de recolocação profissional.
1- Capriche no currículo
Segundo Rodolfo Ohl, diretor de vendas e operações no Brasil da Monster, empresa de recrutamento e seleção de profissionais, o primeiro passo a ser dado por um executivo que perde o emprego é preparar cautelosamente o currículo. “O profissional precisa se vender como se fosse um produto”, afirma.
Ohl recomenda que se gaste um bom tempo na redação e revisão do currículo. “É bom revisar várias vezes e pedir para outra pessoa ler também”, aconselha o diretor. Como se trata de um profissional com um bom tempo de experiência, a elaboração do documento é crucial. Afinal, a empresa que estiver avaliando o candidato vai querer saber, com detalhes, não só onde ele trabalhou, mas também quais projetos liderou e os seus resultados.
Por esse motivo, como explica Robert Andrade, especialista em recrutamento da Robert Half, empresa especializada em Recursos Humanos, é fundamental que o executivo relate toda a sua trajetória. “Alguém que está há muito tempo em uma empresa, provavelmente, passou por várias funções. É importante que o profissional relate seu crescimento na companhia”, afirma Andrade.
A experiência profissional, em se tratando de executivos, tem um peso maior do que a formação acadêmica. Segundo Andrade, ao contrário de quem está começando, para profissionais mais gabaritados não importa muito a faculdade ou os cursos feitos no passado. “A menos que se trate de algo concluído recentemente, como um MBA”, explica o especialista.
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