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Carreira

A importância das pessoas

Gestores e diretores se esqueceram de que é preciso olhar para as equipes e não só para indicadores e estratégia

Marina Pita, CIO

Publicada em 26 de setembro de 2008 às 19h19

A pressão cada vez maior por resultados tem implicado na confusão sobre o papel e as responsabilidades dos profissionais de nível gerencial e diretoria nas companhias, segundo avaliação do diretor de desenvolvimento organizacional da Caliper, George Brough. “Quando estão sob pressão, é natural que os executivos busquem uma saída e acabem por colocar as responsabilidades em cima das pessoas erradas”, explica.

A coisa é ainda pior quando se trata de gestão de pessoas, garante ele. De acordo com Brough, os gestores deveriam saber que faz parte de sua responsabilidade justamente, adivinhe, a gestão da equipe. E, além de definir estratégia, os diretores precisam definir quais as competências necessárias para executar os planos de negócio e quais os modelos comportamentais aceitáveis na empresa. Afinal, lembra Brough, “são pessoas que executam planos e alcançam resultados”.

Mas não é preciso se preocupar. O diretor de desenvolvimento organizacional da Caliper avalia que trata-se de algo simples de se resolver, basta iniciar o diálogo sobre o assunto. “É o tipo de coisa que quando se pára e pensa não é tão difícil. O problema é que as organizações não param muito para conversar”.

Para piorar, ele explica que a primeira reação dos executivos não é nada boa. Geralmente encaram a questão como “papo de recursos humanos”. Brough reforça, porém, que o gestor precisa saber que sua responsabilidade é obter os resultados projetados por meio da equipe. Isso significa que ele é responsável pela formação, motivação e execução do trabalho das pessoas que se reportam a ele.

O problema é que atualmente os gestores esquecem a equipe e se focam totalmente nos indicadores financeiros concretos e nos indicadores de processos. “Os gestores estão esquecendo que são as pessoas que fazem os processos rodarem, o que significa que é preciso estar mais atento a elas e isso não é uma questão do RH”, explica o diretor. Para ele, pensar pessoas é caminhar em direção ao ROI.

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