
Mike Kistner nunca planejou se tornar um CEO. Quando ele começou carreira em TI há cerca de 30 anos, ele era programador de aplicativos corporativos para uma empresa chamada Professional Business Systems. Na época, Kistner era como a maioria dos programadores: só queria fazer uma boa codificação. Talvez algum dia ele se tornaria um bom analista de sistemas, pensava, mas certamente nunca um CEO.
Kistner que foi apontado CEO da Pegasus Solution, empresa provedora de serviços de viagens no dia 10 de junho, não começou pensando na possibilidade de sua carreira além da codificação até que começar a trabalhar para a Super 8 Motels. Um executivo de lá, uma vez, perguntou sobre qual era seu plano de carreira. Reconhecendo o talento de Kistner para a solução de problemas e sua capacidade de liderança, ele disse ao programador para considerar passar para a gerência.
Ele lembra que depois daquela conversa, começou a trabalhar na área de operações. Primeiro ele aplicou sua mente analítica e as metodologias de sistemas para determinar os níveis de trabalho da equipe do call center da rede de hotéis.
“O reconhecimento que eu recebi foi uma dádiva”, diz. Kistner . Ele foi recompensado com a responsabilidade pelo call center e mais pela TI.
Depois, pediram a ele para descobrir como tornar o sistema de tráfico aéreo mais eficiente. A capacidade analítica de Kistner levou à criação de escalas de vôos e reduziu o custo da atividade em US$ 1,5 milhão anualmente. Por essa conquista, ele virou responsável de viagens corporativas. A mesma coisa aconteceu com os seguros da companhia.
“Cheguei ao ponto onde o CEO da companhia [Harvey Jewett] disse, 'Eu gostaria que você fosse meu EVP de operações',”diz Kistner. “Ele listou todas as diferentes áreas que queria que eu assumisse. Eu disse que não sabia nada de confiabilidade, fidelização de clientes, etc. Ele disse que eu entendia como analisá-los, determinar objetivos, estabelecer planos e executa-los. E concluiu que era isso que precisava.”
Sua habilidade de resolver problemas de negócios o levou onde está hoje, e ele diz que seu treinamento técnico foi um instrumento importante nessa trajetória.
Obviamente, sua conversa sobre o futuro de sua carreira foi decisiva para que ele descobrisse que poderia fazer mais do que somente codificar. E Kistner dá o crédito à mentoria por ter acreditado nele e o ajudado a construir uma carreira.
“Se Harvey não tivesse confiado em mim, estou certo que minha carreira teria seguido por outro caminho e eu seria um bom programador hoje”, diz.
Kistner recomenda que os gerentes de TI que aspiram cargos executivos olhem o quadro maior e entendam realmente quais são os objetivos da empresa hoje. Ele também afirma que é preciso compreentender que nem todos os problemas serão resolvidos com tecnologia.
O CEO ainda relembra o conselho de um CIO com quem trabalhou na Cedant, Dave McNichols: “Para um homem com um martelo, tudo parece prego. As pessoas de tecnologia tentarão resolver todos os problemas com tecnologia. Algumas vezes, alguém pode resolver um problema que você estava analisando, apenas de forma pragmática. Esteja focado em como resolver o problema e não como usar a TI para resolver o problema”.
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