É por isso que os líderes de TI estão discutindo como equilibrar controle com inovação inspirada no usuário. “As empresas que conseguirem fazer isso terão funcionários mais felizes e também mais produtos, e o departamento de TI ficará livre para enfocar produtos visionários, que ajudem a impulsionar a receita e a inovação”, escreveu o diretor sênior de TI da Universidade Estadual da Pensilvânia, Jeff Kuhns, em seu blog.
Evitando a extinção
A tarefa de manter a percepção de relevância — e, possivelmente, evitar a extinção — pode exigir que os gerentes de TI examinem de perto seus estilos de gerenciamento atuais e façam alguns ajustes, sobretudo se já trabalham em TI há algum tempo.
“O principal problema para os CIOs é que eles estão totalmente alheios aos desenvolvimentos da tecnologia de consumo ou fingem que eles não existem”, diz Kellen, acrescentando que faz questão de trabalhar e interagir com os eletroeletrônicos.
Ele cita o iPhone da Apple como exemplo. Otimizado para vídeos curtos, o iPhone pode ser útil para treinamento ou divulgação de informações para equipes de vendas. As antenas de Kellen também estão ligadas em mensagem de texto, algo que se tornou obrigatório para a interação social básica entre os estudantes universitários, os quais, em breve, farão parte da força de trabalho.
“Ainda não sei ao certo o que isso significa, mas eles estão acostumados a se expressar textualmente usando uma linguagem que não está amplamente acessível e através da qual projetam suas personalidades.”
Kellen ainda está um pouco hesitante em relação ao conceito de Enterprise 2.0 — termo empregado para descrever a visão de plataformas de tecnologias abertas, descentralizadas, voltadas para a comunidade. “O fenômeno da Web 2.0 é mais fumaça do que fogo”, compara, porque até agora ninguém descobriu qual é a relação direta entre os dados não estruturados que ela produz e o aumento da competitividade corporativa.
“Simplesmente ter mais blogs e wikis não é a resposta”, observa Kellen. “Você precisa saber o que a organização vai aprender com isso, estruturar este conhecimento e transformá-lo em lucro.”
Ele está tentando se preparar para o dia em que isso acontecer. Na DePaul, Kellen criou uma equipe focada em desenvolvimento de Web 2.0 e está pressionando fornecedores a tornar estas tecnologias mais relevantes para o mercado corporativo.
Nas empresas onde executivos C-level talvez não recebam muito bem um gerente de TI que se distancia muito do estilo de liderança “comando e controle”, Kellen sugere explorar a paixão e o talento de usuários-chave. “Você pode criar uma pauta de inovação, montar uma equipe em torno dela é financiá-la”, orienta. “Mesmo que não seja algo imediatamente produtivo, vai gerar resultados em dois ou três anos.”
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