Saber liderar pode não ser um dom, mas é uma arte desenvolvida por poucos. Compreender estratégias e, depois de filtradas, repassá-las a cada membro de sua equipe, para que idéias realizem-se de forma orquestrada e harmônica, consiste em um dos principais méritos dos grandes líderes. Para premiar os executivos de TI que se destacaram nesta missão ao longo do último ano, o jornal Computerworld realiza o prêmio IT Leaders, resultado de uma pesquisa exclusiva realizada em parceria com a PricewaterhouseCoopers. A premiação avalia a gestão de TI dentro das empresas brasileiras com atenção aos seguintes critérios: alinhamento ao negócio, prestação de contas, gestão dos recursos, gestão de riscos e gestão do desempenho. Conheça os vencedores e as lições que aprenderam ocupando o cargo de CIO.
Transparência
"Nos últimos dez anos, eles [executivos de negócios] passaram a perceber a importância da TI e, por isso, a relação melhorou significativamente. Com meus pares, também, o relacionamento é muito bom. A TI é tratada de forma pragmática. Eles sabem que o departamento vai garantir a sustentabilidade da empresa. Já em relação à minha equipe, a questão decisiva é conseguir transmitir os conceitos e idéias de forma mais concisa e transparente", Cláudio Fontes, CIO da Spaipa, IT Leader na categoria Indústria de Alimentos e Bebidas.
Empreendedorismo
"O futuro demanda que os profissionais de TI sejam intra-empreendedores, dentro da sua célula de trabalho, sempre preocupados com custo, inovação, relacionamento e comunicação. A tecnologia é commodity e o profissional precisa tirar valor disto. Acho que uma empresa usuária não pode investir tanto em pessoas técnicas, mas sim em pessoas mais funcionais, com visão mais ampla. Não é fácil encontrar essas pessoas no mercado, porque as faculdades estão formando técnicos. Mas, com o apoio do RH, é possível estabelecer um plano de treinamento para o pessoal mais técnico, desde que esses profissionais tenham habilidades para tanto", Sérgio Luiz de Oliveira, CIO da Ticket, IT Leader na categoria Serviços.
Inovação
"O papel do CIO não é o de inventar novamente a roda. Mas ver o que está sendo feito e analisar como cortar caminhos. O profissional de TI de hoje não pode ter limitações para competir no mundo globalizado como, por exemplo, ter dificuldade com idiomas. Especialmente se considerarmos que o Brasil tem grande chance de ser fornecedor de soluções em nível mundial", José Luis Antunes, CIO da Klabin e IT Leader na categoria Indústria de Papel e Celulose.
Carisma
"Reter os profissionais é um dos grandes desafios. Impedir que os talentos da equipe abandonem o Rio Grande do Sul [onde ficam as instalações da empresa] para ir para o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais ou até para o exterior. Outra questão é que o profissional de TI, hoje, fundamentalmente, tem de aprender e focar mais nas regulamentações, Cobit, ITIL, além de se aprofundar em [temas como] segurança. Isso tudo sem perder a visão de negócio", Luis Antônio Janssen, CIO da Yara, IT Leader na categoria Indústria Química e Petroquímica.
Comunicação
"Com a posição [de CIO], percebi a importância de me comunicar bem e fazer a gestão das expectativas. Além disso, a posição exige que eu seja pró-ativo. Passo a maior parte do meu tempo fazendo networking. Quanto ao futuro, acho que o caminho é não ficar tão preso à tecnologia e sim aos processos do negócio", Marcelo Camêlo, CIO da Hering, IT Leader na categoria Indústria de Bens de Consumo.
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